Neurocirurgia

Estenose espinhal: sintomas e tratamento

Estenose espinhal é o estreitamento do canal por onde passam a medula e as raízes nervosas, geralmente causado por alterações degenerativas da coluna ao longo do tempo. É uma das causas mais comuns de dor e limitação pra caminhar em pessoas mais velhas.

O que é

Com o envelhecimento, alterações como espessamento de ligamentos, crescimento ósseo (osteófitos) e degeneração discal podem reduzir o espaço disponível pro canal vertebral, comprimindo a medula ou as raízes nervosas. É mais comum na coluna lombar, mas também pode ocorrer na cervical.

Sintomas

O sintoma mais característico é a claudicação neurogênica: dor, peso ou cansaço nas pernas ao caminhar ou ficar em pé por tempo prolongado, que melhora ao sentar ou inclinar o corpo pra frente (como ao empurrar um carrinho de supermercado). Também pode haver dor lombar, formigamento e, em casos mais avançados, fraqueza.

Diagnóstico

O padrão característico dos sintomas já orienta a suspeita. A ressonância magnética confirma o grau de estreitamento do canal e identifica as estruturas envolvidas.

Tratamento

O tratamento inicial costuma ser conservador: fisioterapia, medicação e, em alguns casos, infiltrações — com bons resultados em boa parte dos pacientes. A cirurgia (descompressão do canal, retirando o que está comprimindo as estruturas nervosas) é considerada quando os sintomas limitam significativamente a qualidade de vida e não respondem ao tratamento conservador, ou quando há déficit neurológico progressivo.

Perguntas frequentes

É a mesma coisa que hérnia de disco?

Não — é um estreitamento do canal por alterações degenerativas, diferente do deslocamento de disco, embora possam coexistir.

A estenose sempre piora com o tempo?

Costuma ser progressiva, mas o ritmo varia — nem todo caso avança pra necessidade de cirurgia.

Qual o sintoma mais característico?

Dor ou cansaço nas pernas ao caminhar, que melhora ao sentar — a claudicação neurogênica.

Dor ou limitação pra caminhar?

Uma avaliação esclarece se o caso pede tratamento conservador ou cirúrgico.

Como funciona a consulta

Conteúdo elaborado pelo Dr. Simon Thiago Leão, neurocirurgião — CRM-GO 12858 | RQE 10800. Tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individual.

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